29 outubro 2009

Chuva


Choveu. O ar límpido e gélido enche meus pulmões. É aquela sensação inexplicável de alívio e tranquilidade, enquanto se escuta os últimos pingos se desfazerem nas calhas e telhados. É simplesmente inebriante, inspirador, renovador. Respiro fundo novamente, sentindo a vida por cada célula do meu corpo, cada vez mais forte, cada vez mais sensível ao toque. E de repente, silêncio. Para eternizar esse momento único e divino. Até os mais pequenos seres parecem entender a magnitude deste súbito vazio profundo da ausência de sons. Onde o mais leve pensamento parece um grito. Eu quebro o silêncio de cristal respirando fundo novamente. Volta a sensação inebriante. Viva, mais uma vez afinal.


Magamesk

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