28 outubro 2009

MUSASHI


 “Musashi retirou das dobras internas do quimono o pequeno embrulho contendo os nacos de mochi e os assou na fogueira. Observando os bolinhos que tostavam, cresciam e rompiam a crosta externa, lembrou-se dos Anos Novos de sua infância. A tristeza dos que cedo perderam o lar lhe aflorou na alma como uma bolha, refletindo a luz da fogueira. Musashi comeu em silêncio. Os mochi não tinham gosto de nada, mas o jovem neles sentiu o sabor do mundo.”


(MUSASHI vol. 1 – repartição O Fogo, cap. Solidão parte v, parág. 11 e 12).

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