O silêncio violento que toma conta do meu ser precede as lágrimas doloridas
Que transbordam dos olhos carregados de mágoas
Pelas feridas recém-feitas e expostas ao ar ácido e corrosivo de minha respiração ofegante.
Torno a olhar para o ser altivo que me feriu com tamanha crueldade
E ele sorri para mim com um sorriso perfeito de uma doçura inigualável
Meu sentimento de vingança cresce como o fogo em líquido inflamável.
Me esforço para ficar novamente de pé
E tentar golpear novamente a criatura que me provoca com seu olhar afiado e penetrante
Que zomba de mim, simplesmente por eu ainda estar de pé e me encara como se eu fosse algo insignificante.
"Me peça O Grande Golpe de Misericórdia. Você está se esforçando em vão"
Cuspo aos seus pés
"Jamais"
"Você não passa de uma pessoa medíocre e inútil"
O ser sussurra em meus ouvidos como se fosse uma bela melodia
"Eu ainda estou de pé" sorrindo, ironicamente, após selar meus lábios nos seus.
E então ele recua "Mas eu ainda estou em melhores condições do que você"
"E eu sempre fui mais forte" eu avanço
E venço a criatura opressora.
Olhando-a de cima, debaixo do meu joelho, que se encontra em sua garganta
"Não custa tentar, você diria. Mas hoje a sua tentativa te custará a liberdade"
"Não!" Ele me implora.
Eu sorrio docemente, assim como ele fez anteriormente
E com um forte arremesso, mando-o de volta ao seu mundo
De onde nem deveria ter saído.
Eu me recomponho me arrumo e saio
Venci a batalha mas não a guerra
E amanhã haverá mais uma à frente do espelho novamente quando eu acordar.
Magamesk
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